BiografiaS

 



Nascido em Luanda – Angola, em 17 de Fevereiro de 1977, Murthala Fançony Bravo de Oliveira iniciou sua carreira musical na África do Sul, local o qual também veio a freqüentar o curso de Belas Artes em Joanesburgo.

Com mais de quinze anos de carreira artística, o cantor e compositor angolano Dog Murras, como é conhecido artisticamente, vem atuando em palcos nacionais e internacionais, com shows na África, Europa, América e Ásia. Somam-se já cinco obras discográficas de sucesso:

“Kwata-Kwata” (2007), “Pátria Nossa” (2005), “Bué Angolano” (2003), “Natural e Diferente” (2001) e “Sui Generis” (1999).

Dog Murras é detentor de vários prêmios nacionais e internacionais, em destaque os dois Discos de Ouro na editora portuguesa Vidisco, referente ao sucesso de vendas dos álbuns “Bué Angolano” (2003) e “Pátria Nossa” (2005) e um Disco de Prata, atribuído pela sua antiga editora Zé Orlando.

Dog Murras tem sido nos últimos tempos o elo entre as culturas angolana e brasileira, devido a sua participação constante no carnaval da Bahia e a implementação do Projeto “Angolanidade”. A sua incursão cultural no carnaval da Bahia juntamente a participação em outras iniciativas com colegas brasileiros, deram vida ao projeto de ligação artística entre Angola e Brasil, o que, em 2008, resultou ao músico um reconhecimento do Ministério da Cultura de Angola.

A atuação cultural de Dog Murras não para por ai. Paralelo ao seu novo projeto Cd/DVD, o cantor vem desenvolvendo um plano para implantação de um trabalho social em Angola, reunindo apoios nacionais e internacionais para a abertura da “Etu Mudyetu”, uma escola de capacitação cultural envolvendo a musicalidade como ponto de partida.

Revolucionador da nova geração da música angolana, Dog Murras foi o pioneiro a bater o recorde de vendas na Portaria da Cultura – Rádio Nacional de Angola, com o álbum: “Bué Angolano”. Foi também, o primeiro e único músico nacional a promover uma sessão de autógrafos e vendas do seu quinto disco “Kwata-Kwata” no Mercado Roque Santeiro – o maior mercado informal da África. Uma atitude ousada, que ficará marcada na memória dos fãs de menor poder aquisitivo, que tiveram a chance de estar próximo de seu ídolo que a cada dia vem se mostrando um artista revolucionário e que tem amor a sua pátria.

BIOGRAFIA DE JOY ARTUR....

 

Nga Vutuka’

CD de Joy Artur com chancela da editora Virtual

“Nga Vutuka”, a mais recente obra discográfica do compositor e intérprete Joy Artur, será reeditada em Setembro próximo pela Editora Virtual, segundo relatos do autor. O disco que foi lançado em Abril último no Parque da Independência, pela AF-Entreteninent, contém 10 faixas musicais cantadas em kimbundu, nomeadamente, “Veya Ngongo”, “Sai Hahetu”, “Dimi”, “Etu tualucaca” “Rainha yetu”, “Tio manico” “Kamba Dya Muyí, ”, “Mana Peta”, “Xietu” e “Eye Ngo”, no estilo semba.

Para esta nova empreitada a cargo da Editora Vitual, o músico perspectiva a reedição de 10 mil cópias que serão distribuídas em diferentes províncias do país. Na primeira edição, lançada com a chancela da AFEntreteniment, de Adão Filipe, foram postas à disposição do público cinco mil cópias. A intenção de reeditar o disco, de acordo com Joy Artur, surgiu a pedido dos fãs que acompanham a obra do artista durante os seus 30 anos de carreira e que há muito pressionavam o autor a fazer o lançamento de tão almejada obra.

Temas e retratos

À semelhança de outros músicos que seguem a mesma linha de intervenção, os temas de Joy Artur neste álbum retratam o quotidiano social, as histórias e alguns contos que ouviu enquanto criança, na companhia dos pais. “Sofri muitas influências e estas fizeram-me cantar muitas realidades de histórias que vivi”, refere o artista. Por exemplo, em “Veya Ngongo”, a primeira canção deste disco, o músico faz menção a uma criança que, brincando com outras da sua idade, teve o azar de ser empurrada para a vala na velha Gingongo, semeando assim a dor a todos que lhe eram próximos. “Dimi”, a terceira do álbum, refere-se a dois lobos que disputavam o mesmo trono que só um deles poderia ocupar. Já o tema “Etu tualucaca” (requerimento) é uma problemática à volta da habitação que evidencia as peripécias por que passam algumas famílias que vivem em casas arrendadas e que após a chegada das chuvas enfrentam sérios problemas, acabando ainda por ser surpreendidos pelo proprietário que lhes pede para abandonar a casa porque vai receber um familiar. “Rainha yetu”, o quinto trecho, é um canto de Carnaval, a maior festa popular, e evoca a história da Rainha que foi a Roma formar-se mas que ao invés disto passava o tempo todo a dançar. “Tio Manico”, um dos temas que mais sucesso está a fazer neste disco, surge agora com uma nova roupagem. É o retrato de um homem que não gostava de trabalhar e que a dada altura, para sobreviver, acreditou que qualquer que fosse o emprego serviria para suportar a vida. “Kamba Dya Muyí” refere-se ao amigo do ladrão, a quem não devemos depositar a nossa amizade. Já “Mana Peta” é um tema que fala de uma jovem que, por azar, sempre que concebesse perdia o filho, tendo sido aconselhada pelo pai a procurar um kimbandeiro, visto que este convenceu-se que algo de estranho se passava no seio família.

O autor

Henrique Lima Artur, conhecido nas lides artísticas por “Joy Artur”, é um dos mais refinados cantores e compositores da música angolana. Nascido em Luanda, iniciou a sua carreira na década 60, tendo feito parte das turmas de carnaval. Mais tarde integra um grupo de jovens que funda o agrupamento musical Kissanguela, uma componente importante no contexto da canção política até finais dos anos 70. Do seu repertório constam mais de 14 músicas gravadas espalhadas por cinco singles, um LP’s e um CD lançado recentemente. Uma outra nota de realce da sua carreira prende-se com a sua passagem pelo agrupamento Semba Tropical, com que gravou em Londres alguns temas, e ainda nos grupos os Maringas e Os Rios.

“Nga Vutuka”, a mais recente obra discográfica do compositor e intérprete Joy Artur, será reeditada em Setembro próximo pela Editora Virtual, segundo relatos do autor. O disco que foi lançado em Abril último no Parque da Independência, pela AF-Entreteninent, contém 10 faixas musicais cantadas em kimbundu, nomeadamente, “Veya Ngongo”, “Sai Hahetu”, “Dimi”, “Etu tualucaca” “Rainha yetu”, “Tio manico” “Kamba Dya Muyí, ”, “Mana Peta”, “Xietu” e “Eye Ngo”, no estilo semba.

Para esta nova empreitada a cargo da Editora Vitual, o músico perspectiva a reedição de 10 mil cópias que serão distribuídas em diferentes províncias do país. Na primeira edição, lançada com a chancela da AFEntreteniment, de Adão Filipe, foram postas à disposição do público cinco mil cópias. A intenção de reeditar o disco, de acordo com Joy Artur, surgiu a pedido dos fãs que acompanham a obra do artista durante os seus 30 anos de carreira e que há muito pressionavam o autor a fazer o lançamento de tão almejada obra.

Temas e retratos

À semelhança de outros músicos que seguem a mesma linha de intervenção, os temas de Joy Artur neste álbum retratam o quotidiano social, as histórias e alguns contos que ouviu enquanto criança, na companhia dos pais. “Sofri muitas influências e estas fizeram-me cantar muitas realidades de histórias que vivi”, refere o artista. Por exemplo, em “Veya Ngongo”, a primeira canção deste disco, o músico faz menção a uma criança que, brincando com outras da sua idade, teve o azar de ser empurrada para a vala na velha Gingongo, semeando assim a dor a todos que lhe eram próximos. “Dimi”, a terceira do álbum, refere-se a dois lobos que disputavam o mesmo trono que só um deles poderia ocupar. Já o tema “Etu tualucaca” (requerimento) é uma problemática à volta da habitação que evidencia as peripécias por que passam algumas famílias que vivem em casas arrendadas e que após a chegada das chuvas enfrentam sérios problemas, acabando ainda por ser surpreendidos pelo proprietário que lhes pede para abandonar a casa porque vai receber um familiar. “Rainha yetu”, o quinto trecho, é um canto de Carnaval, a maior festa popular, e evoca a história da Rainha que foi a Roma formar-se mas que ao invés disto passava o tempo todo a dançar. “Tio Manico”, um dos temas que mais sucesso está a fazer neste disco, surge agora com uma nova roupagem. É o retrato de um homem que não gostava de trabalhar e que a dada altura, para sobreviver, acreditou que qualquer que fosse o emprego serviria para suportar a vida. “Kamba Dya Muyí” refere-se ao amigo do ladrão, a quem não devemos depositar a nossa amizade. Já “Mana Peta” é um tema que fala de uma jovem que, por azar, sempre que concebesse perdia o filho, tendo sido aconselhada pelo pai a procurar um kimbandeiro, visto que este convenceu-se que algo de estranho se passava no seio família.

O autor

Henrique Lima Artur, conhecido nas lides artísticas por “Joy Artur”, é um dos mais refinados cantores e compositores da música angolana. Nascido em Luanda, iniciou a sua carreira na década 60, tendo feito parte das turmas de carnaval. Mais tarde integra um grupo de jovens que funda o agrupamento musical Kissanguela, uma componente importante no contexto da canção política até finais dos anos 70. Do seu repertório constam mais de 14 músicas gravadas espalhadas por cinco singles, um LP’s e um CD lançado recentemente. Uma outra nota de realce da sua carreira prende-se com a sua passagem pelo agrupamento Semba Tropical, com que gravou em Londres alguns temas, e ainda nos grupos os Maringas e Os Rios.

 

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